AIDS e HIV: É a mesma coisa?

Embora as siglas AIDS e HIV estejam intimamente interligadas, ainda tem muita gente que não sabe a diferença entra essas duas condições de saúde. Se você está entre o pessoal que ainda faz confusão entre os dois termos, não se preocupe, pois hoje vamos juntos esclarecer essa diferença de uma vez por todas.

Assim que terminar a leitura do conteúdo a seguir você vai ser um verdadeiro expert na diferenciação do que é AIDS e o que é HIV.

Compreendendo o HIV

Vamos começar pelo HIV.  A sigla é uma abreviação em inglês para Vírus da Imunodeficiência Humana. O HIV é, portanto, o vírus que causa a AIDS.

Esse vírus se instala nas células do nosso sistema imunológico que são responsáveis pela defesa do nosso organismo até conseguir alcançar as células de proteção consideradas mais poderosas: Os linfócitos TCD4.

Os linfócitos TCD4 são as células que comandam as respostas específicas do organismo humano. Falando de maneira mais simplificada, eles são os responsáveis por reconhecer qualquer tipo de agente invasor, seja ela um fungo, uma bactéria ou então um vírus.

O HIV ataca diretamente os linfócitos TCD4 deixando-os totalmente fora de combate. Isso permite que o vírus se multiplique pelo organismo da pessoa infectada e a deixe sem qualquer tipo de defesa imunológica.

O Vírus da Imunodeficiência Humana, na verdade torna a pessoa vulnerável a qualquer agente invasor.

Entendendo o que é AIDS 

AIDS é a sigla em português para: Síndrome da Imunodeficiência Adquirida.

Essa síndrome se manifesta após o organismo ser infectado pelo HIV, que como você acabou de aprender o Vírus da Imunodeficiência Humana.

Dessa maneira, a AIDS é uma doença que ocorre por conta da infecção do HIV, porém antes da doença se instalar, o vírus passa por um período de incubação. Durante esse período não há nenhuma manifestação de sintoma da doença. Assim, a pessoa pode ser portadora do vírus HIV e não ter AIDS.

Diferenciando o HIV da AIDS 

Depois da explicação anterior, fica fácil fazer a diferenciação entre ambos. O HIV é o vírus que ataca o sistema imunológico e a AIDS é a patologia ocasionada em decorrência da ação do vírus.

Em um primeiro momento o paciente é considerado apenas HIV positivo. Nesse momento, você pode estar confuso e deve se perguntar: Mas Dr. Wadis, como o paciente pode ser considerado HIV positivo e não ter Aids?

É meio confuso, temos que admitir, mas a explicação para isso é bastante lógica, veja só.

Como falei, o HIV em um primeiro momento ataca os linfócitos TCD4.  Um adulto saudável possui cerca de 800 a 1300 linfócitos TCD4 por mm³ no sangue.

No entanto, somente quando essa contagem de linfócitos for inferior a 200 por mm³ que o paciente é considerado portador da AIDS.

Com números de linfócitos TCD4 acima de 200, o organismo humano consegue se defender de agentes externos. Mas quando esse número passa a ser menor que dois centos, o paciente perde a capacidade de defesa e é nesse momento que a Síndrome da Imunodeficiência Humana se Instala.

 

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Sintomas e fases da AIDS 

Assim que as taxas de linfócitos diminuem abaixo de 200 células por mm³ os primeiros sintomas de Aids podem surgir. Em um primeiro momento os mais comuns são:

  • Diarreias prolongadas sem causa aparente;
  • Febre sem motivos aparentes;
  • Perda de peso.

A Aids é ainda classificada em duas fases. Sintomática inicial e de infecção aguda.

Durante a fase inicial o paciente pode apresentar surgimento de gânglios no pescoço, virilhas e axilas. Além disso, é comum a sensação de cansaço extremo, sudorese noturna e perda de até 10% do peso corporal total.

Já na fase infecção aguda, são comuns relatos de dores musculares, náuseas, vômitos, sensibilidade à luminosidade, feridas na boca, esôfago e em órgãos genitais, surgimento de manchas e falta de apetite.

Transmissão e prevenção

O HIV/AIDS é transmitido(a) das seguintes formas:

  • Sexo oral, vaginal ou anal sem camisinha;
  • Compartilhamento de objetos perfurocortantes como seringas, agulhas e tesouras sem esterilização;
  • Transfusões sanguíneas com sangue contaminado.

Sabendo quais são as principais formas de transmissão, temos os seguintes meios de prevenção:

  • Uso de preservativo durante qualquer tipo de relação sexual;
  • Não compartilhar agulhas, seringas, tesouras e demais objetos perfurocortantes;
  • Realização de testes prévios em sangue a ser transfundido.

Tratamento 

Embora tratamento experimentais tenham logrado êxito em neutralizar a doença em casos raros, infelizmente a AIDS ainda não possui cura.

No entanto, os portadores da doença no Brasil possuem tratamento gratuito oferecido pelo SUS que garante acesso a drogas antivirais. Hoje são distribuídos até 15 medicamentos distintos aos pacientes que contraíram a Síndrome da Imunodeficiência Humana.

Esses medicamentos têm o poder de manter o sistema imunológico do paciente funcional e combativo, proporcionando maior qualidade de vida aos pacientes.

Depois do nosso artigo, acho que você já consegue diferenciar AIDS e HIV. Caso alguma dúvida ainda tenha ficado, é só deixar um comentário que terei grande prazer em te responder.

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