Conheça os efeitos do vinho no organismo

Antes apreciado somente em estações mais frias, como outono e o inverno, o vinho vem sendo consumido também na primavera e verão. Capaz de harmonizar com uma série de alimentos e receitas muito se fala sobre os efeitos benéficos dessa bebida em nosso organismo, agora eu te pergunto: Você conhece os impactos do vinho em nosso organismo? Caso sua resposta tenha sido negativa, então, te convido para ler o conteúdo a seguir, repleto de informação inteligente.

A história da bebida

Antes de irmos direto ao assunto, achei interessante trazer um pouco de história para você. Os primeiros profissionais da saúde da antiguidade faziam uso do vinho como medicamento. Papiros do antigo Egito, datados de cerca de 2.200 A.C traziam receitas com base na bebida, o que o torna a prescrição médica mais antiga já documentada.

O Pai da medicina, o Grego Hipócrates, recomendava aos seus pacientes o vinho como um desinfetante do organismo e segundo ele, cada tipo da bebida possui diferentes aplicações medicinais.

Na universidade italiana de Salerno, pesquisadores se dedicaram a decodificar a bebida, especificando assim, diferentes tipos de vinhos para diversas constituições e humores. O uso do vinho sob a forma medicinal se espalhou por toda Europa durante a idade média, com seus benefícios sendo amplamente divulgados em monastérios, hospitais e universidades.

Dito isso, é hora de seguirmos aos efeitos dessa bebida em nosso organismo!

Os efeitos no vinho em nosso organismo

Confira agora, quais são os principais efeitos do vinho em nosso organismo.

Saúde do sangue

O vinho é capaz de atuar sobre substâncias químicas chamadas de citocinas, que afetam as taxas de colesterol, assim como as proteínas de coagulação. O consumo moderado da bebida, é capaz de reduzir os níveis de colesterol LDL – considerado ruim, e aumentar os índices do colesterol HDL – considerado bom.

No que diz respeito à coagulação, o vinho torna as plaquetas presentes no sangue menos aderentes, o que reduz as chances de coagulação exacerbada, prevenindo o entupimento de vasos sanguíneos, o que diminui as chances de trombose, infarto e até mesmo AVC.

Melhor funcionamento do sistema nervoso

Quando consumido em quantidades adequadas, o vinho reduz o risco de demências, pelo simples fato dos polifenóis, presentes naturalmente em sua composição, retardarem o envelhecimento dos neurônios.

Ação no trato digestório

Os efeitos do vinho no trato digestório também são grandes. Quem consome a bebida em doses seguras, possui menores chances de desenvolvimento de problemas estomacais, como úlcera ou apresentar desenvolvimento de H. Pylori.

Outro ponto interessante da bebida dentro do trato digestório, é a saúde intestinal. Os polifenóis agem de modo antioxidante e anti-inflamatório, contribuindo para maior absorção de nutrientes por parte do intestino.

Previne anemia

O vinho auxilia na melhor absorção do ferro presente nos alimentos, o que auxilia indiretamente na prevenção da anemia.

Funcionamento renal

Um estudo realizado na Universidade Colorado – Denver, tinha como objetivo “assistir” 6 mil participantes e com o passar do tempo, observar o desenvolvimento de doenças renais em determinado espaço de tempo em grupos de consumidores de vinho e quem não consumia a bebida.

Ao término da pesquisa, pesquisadores concluíram que a prevalência de doenças renais era 37% menor em quem consome a bebida de modo regular e seguro.

Quanto beber e qual tipo escolher? 

Sempre que falo da bebida, meus pacientes me perguntam: Mas Dr. Wadis, quanto de vinho devo beber? E qual tipo priorizar? Essa é uma pergunta muito válida e interessante, vamos a resposta.

É um pouco difícil se chegar a um consenso sobre a quantidade ideal de vinho a ser ingerida para usufruir de seus benefícios. Há países que estipulam esse limite em até 60 ml por dia, como é o caso da França, por exemplo. Já no Brasil, o limite ideal diário é de que não seja excedido os 30 ml/dia.

Outro ponto importante é ter em mente que todos os tipos de vinho, possuem em suas composições doses elevadas e suficientes de polifenóis capazes de promover efeitos benéficos à saúde, desde que a quantidade segura de consumo seja respeitada.

É importante lembrar, que o vinho é uma bebida alcoólica e que seu consumo de maneira exagerada pode trazer danos à saúde. Caso esteja fazendo uso de algum medicamento, questione seu médico sobre a possibilidade de continuar apreciando a bebida, e por último, minha recomendação é: Se precisar dirigir, não beba!

Ainda tem alguma dúvida sobre os efeitos do vinho no organismo? É só deixar um comentário que terei grande prazer em responder.

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