Fome emocional: 5 maneiras de evitar a auto sabotagem

Felizmente o debate sobre alimentação vem ganhando cada vez mais a adesão da população em geral e profissionais de saúde qualificados, como é o caso de médicos que são clínicos gerais, psicólogos e nutricionistas. Por conta dos tempos difíceis que estamos enfrentando hoje, muitas pessoas acabam se deixando levar pela emoção e ansiedade e acabam praticando a auto sabotagem em termos de alimentação.

Como tenho recebido muitos pacientes em meu consultório que afirmam que estão comendo de modo mais emocional do que racional, resolvi produzir esse conteúdo interessante e informativo, para te ensinar sobre fome emocional e como evitar a auto sabotagem na hora de se alimentar.

Vamos juntos aprender sobre esse tema cada vez mais debatido?

Os mecanismos da fome 

Existem muitos hormônios em nosso corpo que funcionam de maneira orquestrada, que atuam de modo a regular níveis de fome e saciedade.

Eles são capazes de perceber quando nossos órgãos estão digerindo os alimentos e sinalizam para o nosso cérebro se devemos continuar comendo e se devemos parar de comer.

Os hormônios responsáveis por fazer nossa barriga roncar são a grelina e o neuropeptídeo Y. Eles sinalizam a fome para o cérebro e seus níveis caem rapidamente assim que comemos. Quanto mais calórica for a refeição, maior é a sua diminuição.

Já a leptina, a colecistoquinina e o peptídeo YY são os hormônios responsáveis por sinalizar a saciedade. Eles avisam ao cérebro que o alimento que chegou foi o suficiente e então já podemos parar de comer. Eles são fundamentais para evitar a auto sabotagem.

Todo esse processo faz parte do que os profissionais da saúde chamam de fome fisiológica, ou seja, fome real.

No entanto, existe um outro tipo de fome, que não acontece de acordo com esses hormônios, é conhecida como fome emocional.

Fome fisiológica x fome emocional: Entenda a diferença 

Compreender a diferença entre a fome fisiológica e a fome emocional é o primeiro passo para parar de praticar a auto sabotagem.

Fome fisiológica 

Também conhecida como fome real, esse tipo de sensação é a manifestação de uma necessidade biológica e importante do ser humano.

Trata-se da sensação percebida por nós, quando o organismo precisa receber energia e nutrientes de qualidade para um funcionamento adequado.

Um ponto importante sobre a fome fisiológica é que ela não é seletiva, ou seja, não existe preferência ou desejo por algum alimento específico, ela chega aos poucos e a vontade, geralmente é de ingerir comida de verdade.

Fome emocional 

A fome emocional, também chamada de fome seletiva, é basicamente um intenso desejo de comer algo específico. Normalmente, algum alimento com alto teor de gordura ou açúcar  e um baixo valor nutricional, como bolos, fastfood, doces em geral, massas e por aí vai.

Esse tipo de fome tem relação íntima com o mecanismo de recompensa do cérebro que está relacionado com estresse, preocupação, sedentarismo, pressão, tristeza e depressão – tudo o que muita gente está sentindo nesse momento de pandemia.

Nessas situações então, o cérebro condiciona o ato de comer à felicidade e ao prazer, e não à necessidade de sobrevivência propriamente dita.

5 maneiras evitar a auto sabotagem e não deixar se influenciar pela fome emocional 

A boa notícia é que a fome emocional pode ser controlada por meio de ações simples e funcionais de serem colocadas em prática no dia a dia.

Com o intuito de te ajudar, separei 5 maneiras de evitar a auto sabotagem alimentar e ganhar em saúde física e mental. Confira.

  1. Beba água 

A primeira dica aqui é a ingestão de água.

Beber água antes de se alimentar diminui a ansiedade, e o mau humor causado pela fome, além de ajudar a consumir menores quantidades de comida, uma vez que a água faz uma espécie de camuflagem rápida e temporária na sensação de fome.

  1. Busque sempre por comida de verdade 

Optar por comida de verdade é outra maneira eficaz de amenizar a fome emocional e com isso diminuir os riscos de auto sabotagem.

Alimentos naturais são ricos em nutrientes, que trazem saciedade ao organismo. As melhores opções aqui, são frutas da estação, verduras e legumes, fontes de proteína e gordura de qualidade.

  1. Evite adoçar preparações 

Já dizia o velho ditado: se você adoçar um alimento, significa que você gosta do açúcar e não do alimento que foi adoçado.

Evitar adoçar preparações é uma ótima maneira de se desvencilhar da fome emocional. O açúcar é conhecido pelo seu alto poder viciante.

Por estar relacionado com a liberação de endorfina – substância relacionada à sensação de bem-estar, a ingestão de alimentos adoçados artificialmente pode acabar se tornando um gatilho e favorecendo a auto sabotagem.

Por isso, reduza a adição de açúcar das preparações alimentares de maneira gradativa.

  1. Evite distrações na hora de comer 

Realizar refeições enquanto se assiste TV ou com o celular por perto é uma distração um tanto quanto lesiva no que diz respeito à sabotagem alimentar.

Nesses tipos de situação, o foco passa a ser o aparelho ligado e não a comida em si.

Isso faz com que não se preste atenção na refeição, o que aumenta as chances de uma ingestão calórica acima do necessário em um ciclo literalmente vicioso.

O ideal é comer com atenção plena na refeição, sem nenhum tipo de distração.

  1. Busque um equilíbrio emocional 

E por último, mas não menos importante, buscar um equilíbrio emocional é fundamental para evitar quadros de fome emocional.

O ideal aqui é buscar atividades mais tranquilizantes e prazerosas, tais como exercícios de respiração guiada, meditação, yoga, atividades físicas, aulas de música, artes marciais ou até mesmo um novo idioma.

Quando moldamos nossa mente, as chances de nos distrairmos e nos autosabotar diminui consideravelmente.

Conte com um clínico geral para diagnosticar o problema 

Outro ponto importante quando falamos de fome emocional e auto sabotagem é poder contar com um clínico geral para diagnosticar o problema.

Por ser um médico generalista, o clínico geral é a melhor opção dentro da medicina para realizar esse tipo de diagnóstico e te encaminhar para um tratamento adequado sem nenhum tipo de julgamento prévio.

Sente que a pandemia tem te afetado na forma de comer de maneira conjunta com sua saúde mental? Saiba que eu posso te ajudar com essa questão.

Acompanhe meus conteúdos e vamos juntos em busca de saúde e qualidade de vida!

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